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A crise que faz tremer os negócios

Nos últimos meses muito se fala numa crise financeira avassaladora, que aí vem.


Na verdade, em Portugal vivemos sempre uma crise instalada ou a que vem a caminho.


Vi os meus pais falirem os seus negócios em 2008, senti na pele as consequências da falta de antecipação, estratégia e posicionamento. Foi bastante duro viver isso mas, como em tudo na vida, trouxe-me muitas aprendizagens que hoje funcionam como boia de salvação para os momentos em que o meu cérebro escolhe fazer-me acreditar que não há nada que eu possa fazer.


Não sou especialista em finanças, muito menos em economia. Não vou discutir se vem ou não uma crise financeira a caminho ou se as pessoas têm ou não dinheiro.


Vou falar daquilo que sei, e o que sei baseia-se em duas coisas, muito simples:

1. Continua a existir dinheiro no mundo, não evaporou

2. Não sendo especialista em finanças, sou empreendedora e empresária


Ser empreendedora e empresária significa que posso gerir o meu tempo, o meu investimento e os meus negócios, mas, acima de tudo, que tenho obrigação de pensar diariamente sobre o meu negócio. Devo (ou tenho) de o analisar criticamente, de saber posicionar-me para que consiga manter a sustentabilidade e crescimento do negócio respeitando sempre aquela que é a missão e propósito pelos quais faço o que faço.


Sou também líder de uma equipa de centenas de pessoas onde lido diariamente com a pressão e o medo impostos pela “crise que aí vem”. É muito comum as equipas de vendas simplesmente abrandarem o ritmo, reduzirem a prospecção, diminuírem a oferta e acabarem com todo o negócio que construíram, utilizando o chavão de que “as pessoas não têm dinheiro”.


É, na verdade, muito mais fácil aceitar isso do que estrategicamente entrar nos mercados onde continua a existir dinheiro, onde nos podemos diferenciar, vender e enriquecer. É, também, a certeza de que limpamos as mãos do nosso papel e sentimos, de uma vez por todas, que somos vítimas de uma situação que não podemos mudar.


Sabendo que esta é só a minha reflexão sobre o assunto, acredito que quem agarra o touro pelos cornos mesmo nos momentos mais difíceis constrói impérios, que empregarão todos os outros que aceitam ser levados pela maré.


Enquanto uns choram, outros vendem lenços.


E está tudo certo quanto a isso.

Mas lembra-te que vender lenços é uma decisão tua. Que vai garantidamente atirar-te para fora da tua zona de conforto, que vai exigir que desenvolvas competências que possivelmente não tens, que aprendas coisas que talvez não saibas, mas que no final, quando a conta fecha, vais ter a vida que os outros todos desejavam ter.


E que poderiam ter… caso não tivessem desistido.


Vamos chorar? Ou vender lenços?


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